quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Quatro dias e um café

Foto: Jonathan Borba (unsplash)


"Uma desgraça". Talvez a mais bonita que alguma vez conheci. 

Quatro dias e um café. Foi tudo o que foi preciso para ele me prender sem nunca entrelaçar as suas mãos nas minhas. E como eu gostava que ele o tivesse feito..

Quando fecho os olhos ainda consigo reviver o momento em que os nossos lábios se tocaram pela primeira vez... Nunca duas pessoas se entenderam tão bem como nós sentados no banco daquele carro, numa noite quente de verão. 

Por cada beijo que lhe roubava ele cobrava-me outro. E assim fomos ajustando contas até perdermos o fôlego.
A determinada altura a vontade de nos termos um ao outro era incontrolável e, sem darmos por isso, estávamos completamente entrelaçados como se fôssemos um só. Não demos espaço para nada nem ninguém sequer ousar interromper aquele momento só nosso. Era como se o mundo de repente tivesse parado para nos dar a oportunidade de existirmos. Eu e ele. Sem mais nada no pensamento. Deixando para trás as preocupações e responsabilidades que, na verdade, não nos permitiam ficar ali por muito mais tempo. 

Naquele momento pouco me preocupava para ser honesta. Eu só queria que ele me agarrasse e não me deixasse sair por aquela porta. Só pensava em como queria repetir aquele momento vezes sem conta sem ser só na minha cabeça. Pensava na forma louca e quase desesperada em como o meu corpo chamava por ele. O meu batimento cardíaco atingiu níveis inimagináveis e pouco recomendados. Eu suava de forma descontrolada. Os meus lábios estavam secos e desidratados. A sede era enorme, mas tudo isto era tão pouco relevante comparando com tudo o que me passava pela cabeça naquele instante.

Se aquele carro tivesse vida própria estou certa que só nos permitiria abrir as portas se o destino final fosse a casa dele. Se pudesse falar diria provavelmente para ligarmos o ar condicionado! A maneira louca como nos envolvíamos tinha embaciado por completo os todos os vidros.

Nunca um verão foi tão intenso como aquele que ele me proporcionou. Foram os melhores quatros dias das minhas férias e eu só desejo que a nossa história não fique por aqui. 

Se eu tivesse que pedir um desejo gostava que ele me deixasse ser dele a tempo inteiro, por tempo indeterminado. Seria pedir muito?

quinta-feira, 8 de julho de 2021


Hoje passei por ti e parou-me o coração. Por segundos senti um frio enorme dentro do peito, porque pela primeira vez em meses eu vi-te e, desta vez, sei que também me viste.

A verdade é que tento escrever-te todos os dias. Tenho tanto para te dizer, mas quando chega a altura de falar sinto-me pequena e sem voz. Sinto-me impotente e incapaz de dizer o que quer que seja sem pensar na falta que me fazes e no quanto me custa seguir caminho sabendo que o meu passo não acompanha o teu.

Sempre acreditei que o "nós" seria eterno, ou pelo menos até um dos dois partir. Sempre acreditei que o nós não seríamos só nós dois. Imaginei-me vestida de branco e de mãos dadas com aqueles que um dia chamaríamos de filhos. 

Hoje, de forma mais consciente, vou tentando normalizar a tua ausência com dias longos para que possa chegar a casa e finalmente descansar sem ter de rever, repetidamente, tudo aquilo que ficou por dizer. Tudo aquilo que por coragem ou cobardia levo comigo para onde que quer que vá.

Gostaria de dizer-te obrigada. Obrigada por me teres mostrado que amar é muito mais que um verbo. Amar é ficar feliz por estares bem, mesmo que isso implique não te ter por perto. Amar é cozinhar o teu prato favorito sem ter os ingredientes certos. Amar é estar onde tu estás. Amar é comprar as tuas bolachas preferidas e sair da loja sem ter o que precisava. Amar é saber que não tenho sono e ficar na cama só para poder ver-te dormir.

Amar é muito mais que ter-te perto. Amar-te é passar pela tua casa todos os dias só para saber que estás em segurança. Amar é ver-te entrar num carro que não é teu, com uma rapariga que não sou eu e ainda assim fazer o mesmo percurso todos os dias só para saber que estás bem.

Amar-te é ficar feliz porque compraste um carro, mesmo sabendo que era aquele com o qual tínhamos planos de futuro.

Amar-te é escrever-te este texto sabendo que nunca o irás ler, mas eu amo-te e disso eu não me consigo esquecer.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017


(via Tumblr)

Para cada aventura existe uma missão e para cada história uma lição.
Em cada partida procuramos um conforto, mais que não seja pela liberdade de estar só. Só comigo. Sozinha.
Tomamos decisões momentâneas. aprendemos a viver sem pensar no dia de amanhã.
Respiramos o ar como se desejássemos a ausência da rotina que nos trouxe até aqui.
Cada experiência é um marco na nossa vida. Momentos felizes, outros contraditórios. Alguns deles deixam ferida.
Uma nova cultura, nova vida, novas histórias..novas memórias.
Se não é para acrescentar algo de novo para que é que nos sujeitamos a um passado retratado num lugar diferente?
Se é para fazer ferida que pelo menos não pese na decisão de estar só. Porque não há pior ferida do que aquela que arde sem sangrar.

Só. Sozinha.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016



Eu não sei se já te disse mas o meu número preferido desde que te conheci é o 18.
Poderia enumerar 18 memórias hilariantes que passámos tu e eu, mas não estaria a ser honesta contigo, porque cada momento por mais simples que seja, acaba por ser tornar o meu preferido.
Não por ser aleatório, mas porque são passados contigo. Contigo do meu lado. Ainda que na maior parte das vezes me deixes fora de mim, eu não poderia imaginar o que seria do número 18 sem ti. 
O que seria do número 18 se ele não representasse o dia em que tu e eu nos tornámos num nós
Nunca um número teve tanta vida como a que tu lhe quiseste dar. 
Mesmo sabendo que odeio que me faças cócegas quando não estou nos meus melhores dias. Mesmo sabendo que odeio que me mordas o nariz e me lambas a cara como um verdadeiro animal, são esses momentos que me fazem odiar-te todos os dias da minha vida. Eu odeio-te e se o negasse estaria a mentir. Eu odeio que me deixes fora de mim. Mas não posso negar que és a única pessoa que me consegue deixar assim. 
Num momento juro que era capaz de te sufocar e noutro de fazer de tudo para te salvar.
Ainda assim, não consigo deixar de te amar e desejar acordar todos os dias do teu lado, mesmo que isso implique uma lambidela de cão e o teu mau humor insuportável todas as manhãs.

domingo, 13 de novembro de 2016



Já anoiteceu. Ainda é cedo, mas o céu já se pôs brilhante para iluminar aqueles que se atrevem a sair à rua numa noite de domingo.
Eu fui uma das corajosas que decidiu trocar o pijama quente de inverno pelos saltos negros e o casaco de todas-as-estações.
As ruas estão desertas. O único ruído percetível é o dos meus sapatos cada vez que cumprimentam a calçada ao ritmo pausado da minha respiração.
Já passaram quinze minutos. Decidi sentar-me. Curiosamente num banco rodeado por cinco palmeiras que vão abafando a aragem fria de inverno que me congela o rosto.
Olho para o céu brilhante, fito uma lua luminosa e nela fixo o meu pensamento vazio.
Depois de cinco minutos a louvá-la consigo ver-te ali, mesmo à minha frente...com o teu olhar meigo e penetrante. O teu sorriso. Ó meu deus, como é bonito esse sorriso inocente de quem ama! As tuas feições perfeitamente delineadas por cada pedaço de barba negra que te preenche o rosto. Que imagem deliciosa!
Como é bom voltar a ver-te. Disse eu.
Depois dos cinco minutos mais reais que alguma vez tive, dou por mim a piscar os olhos pela primeira vez desde que te vi. 
E é quando sinto a primeira lágrima a percorrer-me o rosto congelado pela aragem fria de inverno.
Levanto-me, fixo o céu uma última vez e sorrio, porque sei que a lua que nos separa é a mesma que me faz lembrar de ti.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016






De que nos serve ter alguém do nosso lado se não é aquele que nos faz sonhar acordado?
De que nos serve partilhar intimidades se a reciprocidade de sentimentos não existe?
De que nos serve abrir mão de encontrar alguém que nos ame pelo que somos e reduzirmo-nos ao que os outros têm para nos oferecer?
De que serve dizermos a uma pessoa que a amamos se nos maus momentos não é nela que pensamos?
De que serve ter-te comigo se, na verdade, quando mais preciso não estás do meu lado?
Isto é amor? Não, obrigado.

domingo, 6 de novembro de 2016






Amo-te a cada dia que passa. Aliás, ultimamente não sei fazer outra coisa senão amar-te. 
Amar ter-te do meu lado. 
Amar ter-te encontrado. 
Amar que sejas finalmente meu. 
Amar fazer do meu coração o teu. 
Ultimamente não tenho feito outra coisa senão amar-te. 
Como amava não gostar tanto de ti assim, porque desde que chegaste, tornaste-te tudo para mim.

terça-feira, 18 de outubro de 2016





1 ano depois, 365 dias depois.
Noites contigo sem dormir. A fazer amor, a fazer-me calor, a tirar-me os lençóis e o sono.
1 ano depois,365 dias depois sinto que podiam vir mais 365 contigo que a primeira coisa que queria fazer quando acordasse era beijar-te e relembrar-te o quanto te amo.
Se não és o homem da minha vida, deixa-me dizer-te que estás a enganar-me tão bem.
Não me importo, na verdade.
Que sejam mais 365 dias de felicidade por cada ano que me enganes tão bem. 

Que cada ano tenha um nome, no máximo dois. E que cada nome tenha a sorte de terminar com o teu apelido. Que sorte seria se o teu apelido fosse a única coisa que indicasse o fim de algo. Que seja um nome. Porque se for para terminar um relacionamento que seja para dar início a algo eterno. A teu lado.

Amo-te, meu amor. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015




Podia começar por falar no quanto gosto de ti, no quanto penso em ti ou até mesmo, no número de vezes que passo por ti e não te encontro. 
Podia fazer textos, artigos ou até mesmo escrever um livro… sobre ti, sobre nós ou até mesmo sobre como acordas com esse teu jeito preguiçoso bonito que me faz querer adormecer todos os dias a teu lado só para o poder apreciar vezes sem conta.
Segunda-feira foi a última vez que te vi acordar, saíste para o trabalho e não te vi entrar. Desde então, estou perdida e sem direção, procuro a tua presença em todas as pegadas que encontro no chão.
Hoje trouxe-te comigo no comboio, está frio lá fora e embora esteja a ferver por dentro é o calor do teu beijo, o calor do desejo que me leva a ti, aquece-me os pensamentos e afoga a mágoa que é estar aqui sem ti.
Amo-te da mesma maneira que me perdi e me reencontrei no dia em que te vi.
Penso em tudo o que tenho e o que quero ser, penso no que me resta e no que tenho para viver. No meio de tanto pensamento pergunto-me se algum dia vais voltar, porque "se existir vida para além de ti, então não sei o que é amar".
Hoje comprei o teu chocolate preferido e ouvi todas as tuas músicas, procurei-te por todas as ruínhas e ruelas, por todas as portas e janelas e tudo o que encontrei foi a tua ausência refletida em cada lágrima que me percorre o rosto.
Se o amor és tu e a vida somos nós, "quanto tempo terei de esperar para ficarmos, enfim, sós?"
Arrumo a minha bagagem e todos os pensamentos que trago comigo, saio do comboio e peço-te se regressares traz-me contigo, porque estou perdida e sem direção. Procuro a tua presença em todas as pegadas que encontro no chão. 


segunda-feira, 5 de outubro de 2015




Podia começar por dizer-te que te adoro e que tudo em que tenho pensado é num tu e eu. 
Num tu sem eu e num eu contigo. 
Penso como seria se estivesses aqui neste momento. Com toda a certeza não estaria aqui a escrever este texto contigo no pensamento. 
Como seria se neste momento te pudesse beijar e dizer-te tenho sentido a tua falta será que retribuirias o beijo com a mesma intensidade? com a mesma saudade? 
Inúmeras questões têm-me preenchido o pensamento nestes últimos dias. Todas elas com o mesmo sujeito, sempre no conjuntivo. Será assim um pretérito tão imperfeito que todas as questões tenham de se fazer acompanhar assiduamente de um se? 
E se pudesse tê-lo por perto? Será que me desejaria da mesma maneira que eu anseio o seu beijo?
E se eu quiser algo mais? Será que ele me quererá por inteiro ou apenas pela metade que represento sem a sua presença?
Há medida que vão surgindo questões, mais incerta se torna a resposta e com ela nada se torna mais claro para mim do que um quero-te. Quero-te tanto, porra.

Eu já não quero um tu e eu, eu quero um tu mais eu, porque "desde que apareceste eu tenho sido tão mais eu" 

terça-feira, 1 de setembro de 2015




Há dias em que simplesmente me pergunto até quando é que isto vai durar? mas a resposta surge sem ser necessário pensar, porque amores como o nosso não podem acabar!
És o meu abrigo, o meu segundo umbigo. És a minha vontade e, felizmente, a minha realidade!
Preciso de ti do meu lado, quando me deito e ao acordar. Confesso que já estou cansada de esperar, porque amores como o nosso são para casar.
Passo os dias a pensar em ti, no teu cheiro, no teu riso, no teu beijo...meu deus, o teu beijo arrepia-me de prazer, arrepia-me de paixão, porque amores como o nosso vão junto para o caixão.
Fazes-me perder a cabeça e alguma roupa, deliro contigo...deixas-me completamente louca!
Quero-te tanto, foda-se! É o maior desabafo que posso ter, o desejo só cresce já não sei o que fazer! 
Sinto a tua falta e é nestes momentos em que a saudade aperta que estou certa que és tu quem quero.
Tenho orgulho em ser tua, mas sentir-me-ei realizada quando for finalmente casada, porque "só contigo é que eu desperto e é por isso que quero estar perto. Só assim me sinto desperto." 
E é em dias como este que me pergunto até quando isto vai durar? que penso que amores como o nosso não podem acabar, porque amores como o nosso são para durar.

domingo, 8 de fevereiro de 2015





8,
o melhor dia de cada mês
     8 dias
para voltares de vez.

8, 
Um número que (agora) faz sentido, 
Porque o 8, 
sem ti do meu lado, 
passaria a ser apenas 
o meu número preferido.

8 sendo o meu número, 
Faz de ti meu par. 
8 mil noites contigo, 
Podemos finalmente casar? 

8 meses depois de te merecer
digo-te, 
És a melhor maneira de viver. 


Amo-te, 8. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015



Os dias vão passando e tudo o que mais quero és tu.Tu e eu, porque desde que foste embora algo em mim se perdeu.
Poderia enumerar listas sem fim do que é estar na invicta sem ti...posso descrever-te os meus dias, mas não de forma direta.Tento ser discreta ao dizer-te que foi um dia normal e que toda esta saudade se tornou banal.Passam dias, horas e eu a fazer contas para ver se demoras!Só mais um mês é o que digo a mim mesma cada vez que me deito sem estar no teu peito, sem o abraço apertado e o beijo demorado.Eu devia estar a estudar mas hoje para não variar estou a pensar em ti e no dia em que te vou buscar!Fazes-me falta... Tenho saudades de mim, porque sou mais eu quando estás aqui.