sexta-feira, 18 de novembro de 2016



Eu não sei se já te disse mas o meu número preferido desde que te conheci é o 18.
Poderia enumerar 18 memórias hilariantes que passámos tu e eu, mas não estaria a ser honesta contigo, porque cada momento por mais simples que seja, acaba por ser tornar o meu preferido.
Não por ser aleatório, mas porque são passados contigo. Contigo do meu lado. Ainda que na maior parte das vezes me deixes fora de mim, eu não poderia imaginar o que seria do número 18 sem ti. 
O que seria do número 18 se ele não representasse o dia em que tu e eu nos tornámos num nós
Nunca um número teve tanta vida como a que tu lhe quiseste dar. 
Mesmo sabendo que odeio que me faças cócegas quando não estou nos meus melhores dias. Mesmo sabendo que odeio que me mordas o nariz e me lambas a cara como um verdadeiro animal, são esses momentos que me fazem odiar-te todos os dias da minha vida. Eu odeio-te e se o negasse estaria a mentir. Eu odeio que me deixes fora de mim. Mas não posso negar que és a única pessoa que me consegue deixar assim. 
Num momento juro que era capaz de te sufocar e noutro de fazer de tudo para te salvar.
Ainda assim, não consigo deixar de te amar e desejar acordar todos os dias do teu lado, mesmo que isso implique uma lambidela de cão e o teu mau humor insuportável todas as manhãs.

domingo, 13 de novembro de 2016



Já anoiteceu. Ainda é cedo, mas o céu já se pôs brilhante para iluminar aqueles que se atrevem a sair à rua numa noite de domingo.
Eu fui uma das corajosas que decidiu trocar o pijama quente de inverno pelos saltos negros e o casaco de todas-as-estações.
As ruas estão desertas. O único ruído percetível é o dos meus sapatos cada vez que cumprimentam a calçada ao ritmo pausado da minha respiração.
Já passaram quinze minutos. Decidi sentar-me. Curiosamente num banco rodeado por cinco palmeiras que vão abafando a aragem fria de inverno que me congela o rosto.
Olho para o céu brilhante, fito uma lua luminosa e nela fixo o meu pensamento vazio.
Depois de cinco minutos a louvá-la consigo ver-te ali, mesmo à minha frente...com o teu olhar meigo e penetrante. O teu sorriso. Ó meu deus, como é bonito esse sorriso inocente de quem ama! As tuas feições perfeitamente delineadas por cada pedaço de barba negra que te preenche o rosto. Que imagem deliciosa!
Como é bom voltar a ver-te. Disse eu.
Depois dos cinco minutos mais reais que alguma vez tive, dou por mim a piscar os olhos pela primeira vez desde que te vi. 
E é quando sinto a primeira lágrima a percorrer-me o rosto congelado pela aragem fria de inverno.
Levanto-me, fixo o céu uma última vez e sorrio, porque sei que a lua que nos separa é a mesma que me faz lembrar de ti.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016






De que nos serve ter alguém do nosso lado se não é aquele que nos faz sonhar acordado?
De que nos serve partilhar intimidades se a reciprocidade de sentimentos não existe?
De que nos serve abrir mão de encontrar alguém que nos ame pelo que somos e reduzirmo-nos ao que os outros têm para nos oferecer?
De que serve dizermos a uma pessoa que a amamos se nos maus momentos não é nela que pensamos?
De que serve ter-te comigo se, na verdade, quando mais preciso não estás do meu lado?
Isto é amor? Não, obrigado.

domingo, 6 de novembro de 2016






Amo-te a cada dia que passa. Aliás, ultimamente não sei fazer outra coisa senão amar-te. 
Amar ter-te do meu lado. 
Amar ter-te encontrado. 
Amar que sejas finalmente meu. 
Amar fazer do meu coração o teu. 
Ultimamente não tenho feito outra coisa senão amar-te. 
Como amava não gostar tanto de ti assim, porque desde que chegaste, tornaste-te tudo para mim.