segunda-feira, 12 de outubro de 2015




Podia começar por falar no quanto gosto de ti, no quanto penso em ti ou até mesmo, no número de vezes que passo por ti e não te encontro. 
Podia fazer textos, artigos ou até mesmo escrever um livro… sobre ti, sobre nós ou até mesmo sobre como acordas com esse teu jeito preguiçoso bonito que me faz querer adormecer todos os dias a teu lado só para o poder apreciar vezes sem conta.
Segunda-feira foi a última vez que te vi acordar, saíste para o trabalho e não te vi entrar. Desde então, estou perdida e sem direção, procuro a tua presença em todas as pegadas que encontro no chão.
Hoje trouxe-te comigo no comboio, está frio lá fora e embora esteja a ferver por dentro é o calor do teu beijo, o calor do desejo que me leva a ti, aquece-me os pensamentos e afoga a mágoa que é estar aqui sem ti.
Amo-te da mesma maneira que me perdi e me reencontrei no dia em que te vi.
Penso em tudo o que tenho e o que quero ser, penso no que me resta e no que tenho para viver. No meio de tanto pensamento pergunto-me se algum dia vais voltar, porque "se existir vida para além de ti, então não sei o que é amar".
Hoje comprei o teu chocolate preferido e ouvi todas as tuas músicas, procurei-te por todas as ruínhas e ruelas, por todas as portas e janelas e tudo o que encontrei foi a tua ausência refletida em cada lágrima que me percorre o rosto.
Se o amor és tu e a vida somos nós, "quanto tempo terei de esperar para ficarmos, enfim, sós?"
Arrumo a minha bagagem e todos os pensamentos que trago comigo, saio do comboio e peço-te se regressares traz-me contigo, porque estou perdida e sem direção. Procuro a tua presença em todas as pegadas que encontro no chão. 


segunda-feira, 5 de outubro de 2015




Podia começar por dizer-te que te adoro e que tudo em que tenho pensado é num tu e eu. 
Num tu sem eu e num eu contigo. 
Penso como seria se estivesses aqui neste momento. Com toda a certeza não estaria aqui a escrever este texto contigo no pensamento. 
Como seria se neste momento te pudesse beijar e dizer-te tenho sentido a tua falta será que retribuirias o beijo com a mesma intensidade? com a mesma saudade? 
Inúmeras questões têm-me preenchido o pensamento nestes últimos dias. Todas elas com o mesmo sujeito, sempre no conjuntivo. Será assim um pretérito tão imperfeito que todas as questões tenham de se fazer acompanhar assiduamente de um se? 
E se pudesse tê-lo por perto? Será que me desejaria da mesma maneira que eu anseio o seu beijo?
E se eu quiser algo mais? Será que ele me quererá por inteiro ou apenas pela metade que represento sem a sua presença?
Há medida que vão surgindo questões, mais incerta se torna a resposta e com ela nada se torna mais claro para mim do que um quero-te. Quero-te tanto, porra.

Eu já não quero um tu e eu, eu quero um tu mais eu, porque "desde que apareceste eu tenho sido tão mais eu"